O Super Bowl de 2026 contou com Coco Jones cantando “Lift Every Voice and Sing” – uma tradição que rapidamente se tornou uma presença constante no evento desde 2021. Esta música, amplamente reconhecida como o “Hino Nacional Negro”, representa uma mudança significativa na forma como a NFL reconhece e incorpora a herança cultural negra em seu maior palco.
Do protesto ao reconhecimento
Originalmente escrito em 1900 por James Weldon Johnson e seu irmão J. Rosamond Johnson, “Lift Every Voice and Sing” foi adotado pela NAACP como um hino de resiliência e esperança para a comunidade negra. Durante décadas, foi um símbolo poderoso, mas muitas vezes esquecido, da identidade negra. No entanto, o destaque da música aumentou em 2020, durante os protestos generalizados desencadeados pelo assassinato de George Floyd.
A NFL, enfrentando pressão crescente de jogadores e ativistas em relação à desigualdade racial, respondeu introduzindo o “Hino Nacional Negro” como um elemento regular antes do jogo. Esta mudança ocorreu após anos de controvérsia em torno de jogadores que se ajoelharam durante o hino nacional padrão para protestar contra o racismo sistêmico.
A ascensão de uma nova tradição
A inclusão de “Lift Every Voice and Sing” no Super Bowl marcou uma virada histórica. A decisão da NFL não foi meramente simbólica; refletiu um cálculo cultural e político mais amplo. Antes de 2021, tal inclusão teria sido impensável, mas a combinação do activismo dos jogadores e do clamor público forçou a liga a reavaliar o seu papel na abordagem das questões raciais.
Desde então, a apresentação se tornou um evento anual, com cada cantor trazendo seu estilo e perspectiva únicos para a música. Este ano, Coco Jones assumiu o papel, dando continuidade a uma tradição que agora se consolidou como uma parte fundamental da experiência do Super Bowl.
A integração de “Lift Every Voice and Sing” no Super Bowl é uma prova do poder do protesto e da evolução da relação entre desporto, cultura e justiça social. Embora alguns possam vê-lo como ativismo performativo, representa inegavelmente um reconhecimento significativo da herança negra num cenário global.



























